11.4.11

GUIA DE SOBREVIVÊNCIA

No vosso amanhã concreto, ou seja 12 de Abril de 2011, chega a Portugal a delegação do FMI que vem negociar a rendição do país. Sim, não sei se repararam mas estivemos envolvidos numa guerra que perdemos! Talvez não saibam mas o representante do FMI é um sub-director europeu desta organização de nome indiano e conhecido pela alcunha de "chopper"; talvez a melhor tradução seja "o implacável cortador de carne nos talhos". Já agora fiquem também a saber que o seu director europeu é um tipo que se chama... António Borges e é membro do PSD... Não sei se tem uma alcunha mas à luz da história neste caso poderia ser o "foda-se que coincidência"... Segundo a imprensa, estima-se que o FMI vai ganhar 520 milhões de euros, enquanto os países europeus lucrarão 1060 milhões com a ajuda a Portugal. O que nos vão propor é que para viver mais uns anos a fingir que somos uma nação, paguemos mais por um empréstimo que nem no século XXX (o que já é bastante hard-core) conseguirá ser pago; basicamente o que nos vão dizer é que se queremos continuar a ter um país chamado Portugal, vamos ter de sofrer mais por isso... 

O representante do governo vencido, o engenheir (não falta qualquer coisa?) José Sócrates, considerava-se um bom aluno europeu e julgava que o seu carisma o levaria longe. Quando percebeu que os seus professores sabem que além do "o" lhe falta também pedigree e que como todos os outros dirigentes internacionais era uma figura dispensável no contexto do poder ocidental, começou a procurar alternativas económicas através do Brasil e da China, tornando-se igualmente amigo de alguns desperados da cena internacional como Chavez ou Kadafhi! Depois de ter vivido anos numa ilusão narcisista, resolveu recentemente armar-se em patriota e bater teimosamente o pé à agenda internacional do poder económico. Agora parte para novas eleições com o habitual brilhantismo oratório com que costuma destroçar adversários, juntando-lhe a recém adquirida convicção de saber o que é menos mau para o país.

No mundo "marginal", Saddam Hussein, Kadafhi e dezenas de outros exemplos também julgavam que a sua secreta amizade com os poderosos da finança mundial os livrariam pessoalmente de danos de maior mas esquecem-se sempre que qualquer pessoa é dispensável: não interessam os meios, o que contam são os fins. Até podem sabê-lo de antemão mas como todos os dirigentes políticos traídos por "algo" mais poderoso, só no momento em que são traídos é que sentem na carne a desfeita e todos reagem com desorientação misturada com teimosia; qualquer tipo de reacção está prevista pelos traidores e o próximo passo já está delineado desde a partida. Entretanto, a situação fugiu ao controle do traído porque não se apercebeu que a opinião pública foi sendo "envenenada", os amigos esconderam-se, os inimigos aparecem com novas armas... Depois de acordarem da ilusão, sabem realmente o que está em causa, ficaram a conhecer as pessoas, mas... é tarde demais.


No mundo não ocidental os dirigentes geralmente resistem virando-se contra a própria população; nas democracias ocidentais, se se demitem a bem, ficam com uma vida privada melhor: mais rendimentos, cargos honoríficos... Se tiverem a sorte de serem "escolhidos" até lhes dão cargos mais poderosos do que os anteriores que detinham, como por exemplo Guterres, Barroso, Constâncio que vão continuando a servir ainda melhor os seus chefes... Em ambos os casos, civilizado ocidental ou reles ditador do terceiro mundo, as reacções são simplesmente manifestações de sobrevivência individual, nada mais que isso; podemos julgá-las com diferentes padrões morais, obter diferentes consequências mas cada um faz o que acha ser melhor para si, para sobreviver. 


O engenheir Sócrates parece decidido em continuar a teimar até se tornar um mártir da causa nacional mas como eu vivo no futuro, aconselho-o a procurar uma via espiritual se não quer ser ridicularizado ou levar o país ao esmagamento; talvez os seus novos dotes de paladino fossem melhor empregues ao serviço da salvação das almas, já que os corpos parecem estar perdidos... Mas se com o engenheir seremos esmagados, com o auto-intitulado Obama de Massamá estamos condenados a sermos lentamente torturados em lume nada brando... No fundo ele não passa de um obediente Baldrick às ordens de Black Adder. 


Então qual é a nossa hipótese de sobrevivência? Numa investigação de carácter pseudo-científico que desenvolvi, concluí que só há duas, os chamados 2 g's, coeficiente que determina o limite de tolerância máxima que o corpo de um povo pode suportar; o primeiro g é o método Gandhi, organizarmo-nos para resistir, resistir, resistir, e o segundo é o método Gagarin...


Gagarin? Eu explico. Amanhã é uma data assinalável por outro motivo: foi no dia 12 de Abril de 1961 que o primeiro homem saiu para o espaço; cumprem-se amanhã 50 anos sobre esse feito fantástico. Portanto, cá está uma dica: fujam, carago! Fujam, se possível para bem longe, fujam como puderem! Quem não conseguir entrar em órbita que encha os hospitais com doenças e os hospícios com desarranjos psiquiátricos que impeçam de andar em contacto com a realidade. Gostava de ver qual seria o próximo passo dos nossos "donos" se toda a população enlouquecesse subitamente... Matavam-nos?

1 comentário:

Anónimo disse...

calma lá...o FMI passou por estas bandas, fez estragos enormes (não maiores do que aqueles que faríamos por conta própria, é verdade) mas deixou-nos o verde tupiniquim e as cabrochas. Vida que segue desde lado do atlântico, e hoje as três letrinhas satânicas são lembranças descoloradas em páginas amassadas...