Enrico Fermi, brilhante italiano prémio Nobel da física, levantou pela primeira vez em 1950 a seguinte questão: "-onde estão eles, (ou em alternativa) onde está o mundo?" O que ficou conhecido como o paradoxo de Fermi é uma contradição aparente entre as altas estimativas de probabilidade de existência de civilizações extra-terrestres, e a falta de evidências ou contactos com tais civilizações. Como disse na primeira parte, agora em 2036 sabe-se que há onze dimensões e continuando com o registo ficcional, posso tentar dar uma resposta aproximada ao sr. Fermi com o exemplo da folha de papel: provavelmente eles estão "aqui", ao "pé de nós" mas noutra dimensão; só por não os vermos não significa que não existam (ah, ah, ah, se tudo fosse assim tão simples em ciência…)
Este blog é um exemplo de que consegui abrir um canal para o passado mas ainda não se consegue lá ir fisicamente. Talvez a nossa incapacidade em os vêr, como dizia Fermi, se relacione com o facto de não termos ainda atingido a velocidade que nos permite ultrapassar o tempo, uma das dimensões superiores. Tudo o que vemos e podemos "tocar" baseia-se na nossa percepção linear: passado, presente e futuro. A luz ilumina-nos o presente e quando olhamos para o céu temos uma imagem do passado, podemos estar literalmente a ver uma estrela que na realidade já não existe: se o sol neste preciso momento "desligasse o interruptor" só daqui a 8 minutos ficaríamos "às escuras"; o futuro, por enquanto, ainda nos escapa.
Como sou só um especulador posso dar-me ao luxo de imaginar um tempo, dimensionalmente "acima", uma espécie de portal ou interior dum buraco negro, onde os cientistas em 2011 admitem que se atinge aquilo a que se convencionou chamar singularidade, ou seja destruição das leis da física que em português corrente significa: não fazem a pôrra de ideia nenhuma do que é! Possivelmente poderíamos lá chegar viajando a mais de 300 mil quilómetros por segundo num mahayana, sânscrito para grande veículo e onde o tempo "parasse" segundo a nossa percepção tridimensional. Sem entrar muito na polémica do fenómeno OVNI, acredito na possibilidade e acredito também em poucas pessoas que dizem tê-los visto. Alguns relatos referem a sua aparição como que "do nada", como se se tivesse "descolado" da tela do céu e se tivesse materializado num objecto metálico; talvez seja essa a nossa visão daquilo que se atravessa nas dimensões que podemos percepcionar.
Para mim, os maiores génios da humanidade são aqueles que misturam uma excepcional capacidade lógica com uma imaginação fervilhante; afinal é disso que todos somos feitos e, privilegiar ou glorificar apenas uma dos lobos do cérebro amputa-nos o valor enquanto seres humanos. Nicola Tesla foi um dos expoentes máximos da genialidade humana mas pessoas assim tendem a acabar mal se não se renderem totalmente ao poder; um dia abordarei o seu drama. Outro génio com melhor sorte, Einstein, que em 1905 já tinha estabelecido uma relação entre os conceitos de tempo e espaço também foi um dos cientistas mais intuitivos e imaginativos que existiram. Na mesma linha me parece ser João Magueijo, jovem cientista português autor de uma teoria que contesta o pilar da Teoria da Relatividade de Einstein: a de que a velocidade da luz no vácuo é sempre constante; o João diz que a velocidade da luz nem sempre foi constante… Espero que o consiga provar porque na minha imbecilidade de ficcionista, acho que também nem foi sempre constante como é a velocidade da luz que temos que nos dá a consciência da tal "realidade" em que vivemos.
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