Esta é a primeira vez que vos contarei um segredo verdadeiramente importante acerca do futuro: ele pode ser modificado aí no presente! Ou seja: se alguém resolver alterar o que está destinado a acontecer, o meu presente, o vosso futuro passa a ser um entre ziliões de futuros possíveis; a questão é que ninguém ainda o fez… Lembram-se da trilogia de filmes Regresso ao Futuro? É um pouco parecido com isso; a única diferença é que nessa série, as alterações no passado produziam apenas um único futuro; na verdade, o que sucede é que de cada vez que voltamos ao passado e o alteramos, estamos a somar mais um futuro alternativo que coexistirá numa dimensão paralela àquela em que vivemos. Parece complicado mas não é; o que é complicado é ter coragem de modificar o presente.
Admito que não seja uma tarefa fácil e também cada vez mais é complicado apenas um humano ter poder para isso. Hoje em dia, só um grupo muito forte de pessoas e acções poderia ter capacidade para o fazer; porquê? Porque desde há várias décadas que o nosso destino é traçado por um conjunto organizado de pessoas interessadas em controlá-lo e munida dos meios para o executar. Assim, se alguém desse um tiro na cabeça do Barak Obama, o presidente do banco europeu Jean Claude Trichet morresse num acidente, as sedes das maiores empresas do mundo ruíssem com um terramoto, os dirigentes eram substituídos, os bens reconstruídos e o sistema manter-se-ia. Se, na juventude, D. Afonso Henriques tivesse partido o pescoço num acidente de cavalo, muito provavelmente não existiria esta incómoda língua, nem um país tão controlável como descontrolado, chamado Brasil, ou seja: tinha feito muita diferença! Hoje, o ditado popular "uma andorinha não faz a primavera", faz todo o sentido, sendo que, para o nosso quotidiano material, a primavera vem quando esse grupo que decide por nós, assim o deseja.
Como conseguem fazê-lo? De base, têm os conhecimentos fundamentais das artes guerreiras e de organização, em especial do Império Romano. É notória, até em obras materiais, a adoração que a maior potência da actualidade, os Estados Unidos, nutre pelo Império Romano. Numa primeira fase de conquista este império estabeleceu-se através do estímulo de rivalidades locais (dividir para reinar); numa segunda fase, consolidou-se com a uniformização das leis, economia, religião, etc. (unir para reinar). Querem maior semelhança com a actualidade? Houve altos e baixos, os dirigentes sucederam-se às dezenas mas o império em si durou mais de 500 anos! São os mesmos princípios usados hoje, só que na altura não tinham todos os meios que existem agora. A idade média na civilização ocidental é tão odiada pelos grupos que nos controlam porque destruiu este modelo organizacional tão adorado. Estou convicto que se o império não tivesse caído de podre, empurrado pelos bárbaros, o homem tinha chegado à Lua no século XVI, se quisesse. É óbvio que não se consegue chegar ao ponto de controlar totalmente uma ovelha mas o grosso do rebanho é dirigido para onde se quer: há poucos seres mais dependentes de outros da sua espécie como os humanos. O controle do império era feito através de várias formas, entre outras: presença militar, vias de comunicação fluidas, apascentação dos povos com regalias, conflito permanente, distracções lúdicas ou religiosas, tudo isto sustentado numa corrupção generalizada. Voltamos ao mesmo: querem maior semelhança com a actualidade?
A tecnologia permite utilizar outras ferramentas mas o método é o mesmo. A força militar ainda é mais ou menos visível conforme as regiões. As comunicações dão a ilusão de liberdade individual mas a doutrinação de que somos alvo desde a nascença nunca nos permitirá conhecer outra forma de ver o mundo; só vemos as coisas da forma que nos foram ensinadas. Os grandes escritores, poetas, músicos, pensadores, filósofos etc. não são esquizofrénicos, alucinados, agarrados ao álcool, ópio, sexo e sei lá mais o quê que nos querem fazer crer; não! São pessoas que nos transmitiam a imagem da nossa própria dimensão humana e que em última análise podem hoje ser considerados subversivos. Por isso, as suas obras tendem a desaparecer do ensino e do consumo geral. Os livros transmissores de pensamento artisticamente contemplativo ou crítico, por exemplo, são uma espécie em vias de extinção. Além de as editoras já não publicarem este tipo de obras, as livrarias vão sendo substituídas por hipermercados que vendem aventuras mágicas, estudos ou tendências de fenómenos de moda, guias de viagens, gastronomia, biografias de pessoas banais, a maior parte, escritos de pobres de espírito que venceram materialmente ou ascenderam na escala social. São estes os nossos modelos. No fundo, é tudo o que nos impeça de pensar por nós; só nos são oferecidos escapes e formas de atingir o sucesso. Que ilusão… Para um atingir o sucesso, normalmente efémero, vários milhares foram condenados ao insucesso e como cada vez somos mais na Terra, é fazer as contas… Tenhamos sempre presente que os grandes mestres nunca não nos ensinaram a segui-los mas sim ajudaram-nos a pensar por nós próprios!
A internet ainda é livre, sim; mas o que é que isso interessa? Quantos têm tempo e capacidade para usar as suas potencialidades, de procurar e descobrir um grão de ouro no meio do desértico areal? O que há mais é fancaria e este falso brilho gera o efeito oposto à suposta liberdade anunciada: vivemos intoxicados de informação, musiquinhas incidentais, preocupações que não nos pertencem, tarefas que nos ocupam, aspirações que não desejávamos à partida… Em suma, temos a cabeça cheia de merda que impede o livre fluxo de ideias e que assim, permite sermos mais facilmente controlados. Infelizmente, agora também já ninguém precisa de nos mandar fazer seja o que for: este atavismo passou a fazer parte da nossa essência e se não nos distrairmos com qualquer coisa é a loucura, já não nos conseguimos ouvir no meio do "ruído" que produzimos e somos nós próprios que o procuramos de livre e espontânea vontade, de modo a nos sentirmos vivos.
Durante anos lutámos individualmente por conforto e agora que o temos mais ou menos generalizado procuramos o quê? Se fizermos um inquérito de rua a cidadãos comuns, ninguém sabe definir em concreto a razão de tanta ânsia. Tudo acaba inevitavelmente por confluir nas preocupações materiais, sobretudo na manutenção do nível de conforto a que nos habituámos; e é aqui que entra a apascentação das massas, misturada com o conflito permanente. O engordamento pacientemente cultivado ao longo de décadas, retirou-nos capacidade de reacção ao mesmo tempo que o medo da perda de regalias atormenta-nos o espírito e ela é uma ameaça constante, martelada e massificada pelos média. É o medo da perda que nos abre as portas da corrupção! Se nos países ocidentais as guerras têm os seus palcos em locais tão distantes, como manter a população em permanente pânico? Através da violência urbana, gangs, ameaças terroristas… A humanidade só produziu génios quando a luta pela sobrevivência estava assegurada; como não somos perfeitos, só dedicando totalmente a energia a um assunto, descurando outros, se chega lá e raríssimos foram os que escaparam a esta limitação. Ninguém que se preocupa em aparecer vivo todos os dias ou ter dinheiro para comer se põe a meditar sobre o sexo dos anjos. Esta constante exposição ao perigo é a forma de nos aniquilar os pensamentos! O resto do trabalho de alienação é complementado pela nossa dependência do entretenimento: nunca houve uma época tão fabulosa na história humana de oferta de entretenimento!
Há uns anos contaram-me uma história, não sei se verdadeira mas o que interessa é atentar nas ligações que as coisas têm, podemos não as conseguir explicar mas elas estão lá e às vezes até as intuímos; se as quisermos entender na totalidade só precisamos de procurá-las bem fundo e ter atenção à história: ela repete-se incessantemente. Uma das preocupações de manutenção do Império Romano eram as vias de comunicação e à medida que se ia expandindo eram construídas várias estradas; as que deixou nas ilhas Britânicas foram sempre usadas até à revolução industrial a partir da qual serviram de molde para a dimensão das linhas de caminho de ferro que se iniciaram. Nas colónias, o princípio era o mesmo, os modelos de construção tinham as medidas que eles usavam na metrópole: pés, galões, jardas e toda a espécie de medidas morfológicas de determinado rei que ainda usam hoje… Nos Estados Unidos as linhas de comboio que se construíram tiveram como base as medidas das linhas inglesas. Quando os Space Shuttles foram construídos, a sua dimensão e local de construção implicaram que fossem transportados para o sítio da montagem em peças de tamanho suficiente para caber nos comboios de mercadorias, ou seja: a fabricação dos Space Shuttles tinha condicionantes logísticas motivadas pelo tamanho das linhas de caminho de ferro que tinham as medidas inglesas, que tinham vindo de Inglaterra, que tinham sido construídas com base nas medidas das estradas romanas que eram construídas com essas medidas de forma a caberem nelas uma carroça com dois cavalos emparelhados. Em conclusão: o tamanho total de dois cus de cavalos lado a lado interferiu directamente, a 20 séculos de distância na fabricação do veículo tecnologicamente mais avançado feito pela humanidade, destinado a sair da órbita terrestre…
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