Neste exacto momento vivo no ano 2044. Através de uma das onze dimensões existentes consigo fazer passar estes textos que escrevo no meu presente sobre o passado de há 25 anos, ou seja o seu presente, caro leitor. Para mim são crónicas escritas no presente sobre o passado, para si são crónicas sobre o presente escritas no futuro.
19.1.05
OS PAÍSES PEQUENOS DA EUROPA OCIDENTAL
Um indivíduo tem características próprias; vários indivíduos vivendo ao mesmo tempo, sob as mesmas condições atmosféricas no mesmo espaço linguístico-geográfico, criam a chamada identidade nacional. Os símbolos dos países pequenos também o são, sem todavia deixar de ser muito significativos. A Bélgica tem uma criança a “urinar” água da pilinha; quem é que não fica logo cheio de sede, uhn, uhn? E quem não ouviu falar do Tin-Tin esse rapaz do qual nunca se vislumbrou uma namorada e cuja relação mais íntima que se conhece é com um cão que não sabemos se é cadela? Por falar em cadela, a outra relação íntima deste rapaz é com um velho bêbado… A Dinamarca já usou cornos na cabeça e vandalizou tudo à sua passagem. Agora é uma sereiazinha em cima duma rocha: “- Olhem para nós tão pequeninos e delicados em cima do rochedo alemão!”. A Suíça… enfim, tem a mania que é diferente, nunca se junta com os outros mas é tão quadrada como a sua bandeira. Sim, a bandeira desse aglomerado de cantões não é rectangular. Esta particularidade revela a imaginação presente no símbolo da cruz vermelha inventada na Suíça: é a mesma cruz que está na bandeira só que… com as cores ao contrário; voilá! Não saímos disto… Os Holandeses só se interessam pelo negócio e ponto final. Os moínhos e as vacas a pastar são o mais emblemático cinismo destes comerciantes: liberdade (o vento) para explorar o sexo (a vaca) e a droga (a pastar erva). Ganham milhões a exportar pornografia e ecstasy, uma droga que não suja as mãozinhas, e vendem-nas como se fossem rebuçados ou cromos do rato Mickey aos putos do mundo inteiro. O símbolo do Luxemburgo são os emigrantes portugueses. Este país só é mencionado porque foram para lá viver estas pessoas. A sua bandeira tem um truque que serve para enganar os participantes dos concursos de trívia: é praticamente igual à da Holanda e já chega de conversa! Os irlandeses, ai os irlandeses, tão giros, tão genuínos, tão autênticos, tão “guinesses”… Aquilo que não gostam dizem logo, nem que seja à bomba. O seu símbolo é uma harpa e é realmente através da música e dos sons que os podemos definir: as melodias tribais cantadas por bandos de bêbados nos pubs, o som das mesas a partir, dos vidros e copos a quebrar, das canas do nariz a rachar, da voz das suas esposas a cantar no coro da igreja, e a gritar em casa com o ensaio de porrada que levam deles. Mas não se pense que algo vai mudar: no fundo tudo está bem neste verde país. A Áustria gosta de pensar que é uma espécie de Alemanha elegante mas há mais de um século que só produz aberrações: o seu "império" despoletou a 1ª guerra mundial, deram à luz o génio que começou a segunda e a partir daí só nos lembramos de cientistas loucos e enfermeiras assassinas. Os países escandinavos têm fama de que é tudo à brava em relação ao sexo mas isso é um mito: todos preferem suar num sauna a suar numa cama. Os finlandeses são absolutamente frios como o vodka que produzem, sem cor e quase sem cheiro. Também o devem beber em grandes quantidades: só assim se explica o arrastamento e repetição de letras seguidas na sua língua entaramelada. De falta de cheiro não se podem queixar os noruegueses; estes ainda são os que estão mais próximos do mito: está sempre presente no nosso imaginário o “cheirinho” a peixe e principalmente a bacalhau pescado sabe-se lá quando. Os suecos, que são os que têm tudo controlado, vivem obcecados com normas de prevenção e segurança contra todos os riscos, gozam o sexo como? Alguém me explica? Esqueci-me dos gregos mas o melhor é nem falar disso porque há muitos séculos que não têm nada em pé…
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